O banco pode cobrar juros acima do normal?
Pode acontecer de uma cobrança de juros ser abusiva, mas isso precisa ser analisado de acordo com o contrato e as condições daquela operação.
Uma taxa elevada, sozinha, não significa necessariamente que exista irregularidade. A análise considera a modalidade e a época da contratação, o Custo Efetivo Total (CET), encargos, seguros e tarifas, olhando o contrato como um todo.
Meu nome foi parar no SPC ou no Serasa por engano. O que eu faço?
Se o seu nome foi negativado por uma dívida que você não reconhece ou que já foi paga, é importante verificar o que aconteceu antes de tomar qualquer medida.
Primeiro precisamos entender a origem da cobrança e reunir os documentos que comprovem a situação. A partir daí eu consigo avaliar o seu caso e orientar sobre o melhor caminho para retirar a negativação e, se for cabível, buscar uma reparação pelos prejuízos.
É possível analisar um contrato antes de assiná-lo?
Sim. A análise preventiva permite identificar obrigações, garantias, riscos e consequências antes da formalização da operação.
É o momento em que ainda dá para mudar as condições — depois da assinatura, o espaço de negociação é bem menor.
Quais casos bancários e patrimoniais o escritório atende?
Revisão de contratos e de juros, negativação indevida e empréstimo consignado indevido são os atendimentos mais frequentes.
A atuação também abrange proteção patrimonial, operações de crédito, aval e fiança, imóvel dado em garantia, renegociação de dívidas, cobrança e restrição, e conflitos entre sócios e garantidores.
O banco pode incluir seguro no empréstimo ou financiamento?
A existência de um seguro junto ao contrato não é automaticamente irregular. Entretanto, a forma como ele foi contratado deve ser analisada. Situações em que o cliente não teve liberdade de escolha, não tinha conhecimento da contratação ou foi condicionado a contratar determinado seguro podem exigir uma avaliação jurídica mais aprofundada.
Sou avalista de uma empresa. Meu patrimônio pode ser cobrado?
Dependendo da garantia assumida, sim. O aval não deve ser tratado como uma simples formalidade contratual e pode produzir consequências sobre o patrimônio pessoal do garantidor. É importante analisar o contrato, o título assinado, a extensão da garantia e eventuais renegociações posteriores.
Coloquei um imóvel como garantia de um empréstimo. Posso perder o imóvel?
Existe risco patrimonial. As consequências dependem do tipo de garantia constituída e das condições previstas no contrato. Em caso de inadimplemento, algumas modalidades permitem procedimentos específicos para satisfação da dívida. Por isso, contratos envolvendo imóveis em garantia merecem análise especialmente cuidadosa.
Renegociei uma dívida com o banco e o valor aumentou muito. O que posso fazer?
O aumento do valor após uma renegociação não significa, por si só, que exista irregularidade. É necessário analisar a operação anterior, os pagamentos realizados, o saldo utilizado na renegociação, os novos encargos, seguros, tarifas, prazo e garantias. Muitas vezes, compreender a dívida atual exige reconstruir toda a relação contratual anterior.